O fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 aumenta a preocupação com os efeitos do clima sobre a próxima safra de arroz do Mercosul. A previsão indica maior probabilidade de uma primavera mais chuvosa em boa parte da região.
No Rio Grande do Sul, chuvas elevadas entre setembro e novembro podem atrasar o preparo das áreas, dificultar a semeadura e aumentar os custos de produção. Já no Uruguai e na Argentina, reservatórios mais cheios podem favorecer a irrigação, embora o excesso de umidade também traga desafios para o manejo.
Segundo o analista Sergio Cardoso, a produtividade pode ser mais importante que a área plantada na próxima safra. Um El Niño mais intenso pode reduzir a radiação solar, aumentar a nebulosidade e favorecer doenças, com possíveis impactos na produtividade, qualidade dos grãos e rendimento industrial.