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DEFESA CIVIL SANTA CATARINA

Barragem de Botuverá avança na licitação, mas obra ainda depende de contratação e início dos trabalhos

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A construção da Barragem de Botuverá, considerada uma das principais obras de prevenção a enchentes no Vale do Itajaí-Mirim, avançou nas últimas semanas com a conclusão de uma etapa importante do processo licitatório. Apesar disso, a obra ainda não começou e segue dependendo da conclusão da licitação, da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço.

Após a suspensão do edital pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC), que apontou inconsistências técnicas e possíveis sobrepreços, o Governo do Estado promoveu uma revisão completa do projeto e do orçamento. Com as correções, o valor estimado da obra foi reduzido de R$ 159,57 milhões para R$ 152,91 milhões, gerando uma economia superior a R$ 6,6 milhões, segundo o TCE.

Com o edital considerado regular, três empresas apresentaram propostas para executar a barragem. A menor oferta foi da Planaterra, de R$ 137,9 milhões, seguida pela Cava Engenharia, com proposta de R$ 140 milhões, e pela Araxá Engenharia, que apresentou proposta de R$ 152,8 milhões. Agora, a documentação e a capacidade técnica das empresas passam por análise antes da homologação do resultado.

A barragem será construída no Rio Itajaí-Mirim e é considerada estratégica para reduzir o risco de enchentes em municípios como Botuverá, Brusque, Guabiruba e cidades localizadas na bacia do rio. A estrutura integra o conjunto de obras planejadas pelo Governo de Santa Catarina para ampliar a proteção contra eventos climáticos extremos.

Embora o processo tenha avançado, ainda existem etapas burocráticas antes do início efetivo das obras. Após a escolha definitiva da empresa vencedora, será necessária a assinatura do contrato, emissão da ordem de serviço e mobilização do canteiro de obras. Somente então terá início a construção da barragem, aguardada há mais de uma década pela população da região.

O Município

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Jeferson Kniess

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