A população do Planalto Norte catarinense passa a contar com uma das maiores ampliações da saúde pública da região. A nova torre do Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, foi concluída após dois anos e meio de obras e recebeu cerca de R$ 100 milhões em investimentos do Governo de Santa Catarina, dentro de um projeto que totaliza R$ 110,2 milhões.
Na terça-feira (30), o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, visitou a unidade e participou de uma homenagem à técnica de enfermagem Therezinha Munaro, que dedicou mais de 50 anos ao hospital. O novo bloco recebeu o nome da profissional em reconhecimento à sua trajetória.
Segundo o secretário, a nova estrutura vai ampliar significativamente a capacidade de atendimento da unidade.
“Nós vamos dobrar a capacidade de atendimento do hospital. É uma obra com muita tecnologia que vai revolucionar a saúde de toda a região”, destacou Diogo Demarchi.
Com 11 pavimentos e 15,6 mil metros quadrados de área construída, a nova torre oferecerá 140 novos leitos, sendo 120 clínicos e cirúrgicos e 20 de UTI adulto. A estrutura também conta com um centro cirúrgico equipado com 12 salas, incluindo duas preparadas para cirurgia robótica, sala de recuperação pós-anestésica, um moderno Centro de Material e Esterilização (CME) e heliponto para transporte aeromédico.
Os novos serviços entrarão em funcionamento de forma gradual. Quando estiver em plena operação, o Hospital São Vicente de Paulo terá capacidade para realizar aproximadamente 22 mil internações clínicas e cirúrgicas e 20 mil cirurgias eletivas, de urgência e emergência por ano.
O presidente da instituição, Ivo Liebl, destacou que a nova torre representa um marco para a saúde regional.
Atualmente, o Hospital São Vicente de Paulo é referência em atendimentos de média e alta complexidade para 39 municípios, beneficiando uma população estimada em mais de 971 mil habitantes das regiões do Planalto Norte, Alto Vale do Itapocu e Alto Vale do Rio do Peixe. Além de ampliar a assistência, a nova estrutura deverá gerar mais de mil empregos e fortalecer a formação de profissionais da saúde por meio de estágios, internatos e programas de residência médica.