Mafra, Major Vieira, Monte Castelo e Papanduva estão entre os municípios catarinenses que receberão investimentos bilionários da Engie Brasil Energia para a implantação de novas linhas de transmissão de energia.
O Projeto Graúna prevê 325 quilômetros de novas linhas de transmissão em Santa Catarina, passando por 21 cidades. Somente na etapa catarinense, o investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão, com expectativa de geração de 3 mil empregos diretos e 6 mil indiretos.
No Planalto Norte, estão incluídos no projeto Mafra, Major Vieira, Monte Castelo e Papanduva, municípios que deverão receber estruturas relacionadas ao sistema de transmissão de energia.
Além da geração de empregos e da movimentação econômica durante as obras, a previsão é de aproximadamente R$ 21 milhões em arrecadação de ISS para os municípios envolvidos.
Investimento de R$ 1,5 bilhão em SC
O Projeto Graúna foi arrematado pela Engie em leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em fevereiro de 2024.
Ao todo, o projeto terá 740 quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
A etapa catarinense é a maior delas, com os 325 quilômetros de novas linhas distribuídos entre:
Mafra, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva, Três Barras, Abdon Batista, Água Doce, Arroio Trinta, Brunópolis, Campos Novos, Curitibanos, Fraiburgo, Frei Rogério, Ibiam, Ibicaré, Lebon Régis, Salto Veloso, Santa Cecília, Tangará, Treze Tílias e Vargem.
Segundo a Engie, o empreendimento tem como objetivo reforçar a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico nacional e acompanhar o crescimento da demanda por energia.
Para o CEO da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, o projeto também deverá trazer impactos econômicos importantes para Santa Catarina, especialmente para os municípios diretamente envolvidos.
Planalto Norte entre as áreas beneficiadas
A inclusão de Mafra, Major Vieira, Monte Castelo e Papanduva coloca o Planalto Norte entre as regiões diretamente beneficiadas pelo empreendimento.
A instalação da infraestrutura deverá movimentar a economia local durante a execução das obras, com demanda por mão de obra, transporte, serviços, hospedagem, alimentação e outros setores.
Os municípios também poderão se beneficiar da arrecadação de impostos gerada pela implantação do projeto.
Engie aguarda licença para iniciar as obras
Em Santa Catarina, a Engie iniciou o processo de licenciamento ambiental em abril de 2025. A empresa informa que já atendeu às solicitações feitas pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) e aguarda a emissão da Licença Ambiental de Instalação (LAI).
O IMA informa que o empreendimento já possui Licença Ambiental Prévia (LAP) e atualmente existem dois processos de LAI em análise: um para as subestações e outro para as linhas de transmissão.
De acordo com o órgão ambiental, a análise técnica está em estágio avançado. Os projetos já foram avaliados e foram solicitadas informações complementares ao empreendedor, que posteriormente foram apresentadas.
Apesar do avanço, o IMA afirma que ainda não é possível informar uma data para a emissão das licenças, pois os processos dependem da análise e aprovação das informações técnicas necessárias.
Projeto terá linhas de 525 kV
Em Santa Catarina, o Projeto Graúna prevê a implantação de dois trechos de linhas de transmissão em 525 kV, além das respectivas subestações.
O empreendimento inclui as linhas Abdon Batista – Abdon Batista 2 e Abdon Batista 2 – Curitiba Oeste, além da implantação da Subestação Abdon Batista 2, da Subestação Curitiba Oeste e da ampliação da Subestação Abdon Batista.
A expectativa é que, após a liberação das licenças ambientais necessárias, a Engie possa avançar para o início das obras.
Para Mafra, Major Vieira, Monte Castelo e Papanduva, a chegada do empreendimento representa a participação direta em um dos maiores projetos de expansão da infraestrutura de transmissão de energia atualmente previstos para Santa Catarina.