O homem de 23 anos acusado de matar o próprio pai dentro da residência da família, no bairro Serra Alta, em São Bento do Sul, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (14), que reconheceu a autoria e a materialidade do crime.
Além da pena de reclusão, o Conselho de Sentença fixou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima, em razão do sofrimento causado pelo homicídio.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime aconteceu na madrugada de 23 de outubro de 2025. A vítima foi atingida diversas vezes na cabeça com um objeto semelhante a um halter artesanal, utilizado para exercícios físicos.
De acordo com a acusação, o pai estava desarmado e foi golpeado quando já estava caído no chão, sem qualquer possibilidade de defesa. A violência foi tão intensa que os impactos chegaram a danificar o piso da residência.
O réu foi condenado por homicídio qualificado, em razão do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, a promotora de Justiça Gabriela Arenhart destacou a gravidade do caso.
“Foi levado a julgamento um acusado de matar o próprio pai. Ele utilizou um halter caseiro para golpear por diversas vezes a cabeça da vítima. O fato chocou a sociedade e revela uma brutalidade extrema porque atenta contra os sentimentos mais íntimos de família, de sociedade e de comunidade”, afirmou.
A promotora também informou que o Ministério Público analisará a possibilidade de recorrer da sentença para buscar o aumento da pena.
Na sentença, a Vara Criminal de São Bento do Sul negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Familiares da vítima acompanharam o julgamento. Irmão da vítima, Joatan Pereira afirmou que, apesar da dor da perda, a condenação trouxe um sentimento de justiça.
“Nós estamos vivendo um processo de luto, de perda, perda em dose dupla, mas também estamos com o coração mais aliviado porque sentimos que a justiça foi feita. O mais importante é que a família não se dilacerou, mas se fortaleceu porque tinha esperança de que a justiça fosse feita. E ela foi feita”, declarou.