Santa Catarina amanheceu com temperaturas negativas nesta segunda-feira (24), sob influência de uma massa de ar seco e frio de origem polar. O frio, porém, deve perder força gradualmente a partir de quarta-feira (26), quando o aumento da umidade e das temperaturas favorece o retorno das instabilidades.
Na Serra catarinense, o frio foi intenso durante a madrugada. Bom Jardim da Serra registrou -9,1°C, enquanto São Joaquim e Urupema tiveram temperaturas próximas de -6°C. Também foram registrados valores negativos e próximos de 0°C em pontos do Meio-Oeste e do Vale do Itajaí.
A previsão indica tempo firme até terça-feira (25), com variação de nebulosidade. A partir de quarta, o ar frio perde força e as temperaturas sobem. Entre quarta e sexta-feira, algumas regiões podem registrar máximas entre 25°C e 30°C.
No Litoral, a maior presença de nuvens deve limitar a elevação das temperaturas, principalmente na Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Litoral Norte. Nestas áreas, há possibilidade de chuva fraca e intermitente até quinta-feira (27).
Mar segue agitado
A Defesa Civil de Santa Catarina também mantém aviso para agitação marítima no litoral. Um ciclone extratropical distante da costa, ao sul da Argentina, contribui para a manutenção de ondas entre 2 e 3 metros próximas ao continente, com picos maiores em alto-mar, especialmente entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis.
Frente fria deve trazer temporais
A principal mudança no tempo deve ocorrer a partir de sexta-feira (28), com a aproximação de uma nova frente fria.
Há previsão de temporais isolados, raios, rajadas de vento, chuva pontualmente intensa e possibilidade de granizo, principalmente nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul.
A tendência é de que as instabilidades ganhem força a partir de sábado (29), provocando chuva mais abrangente e persistente em parte de Santa Catarina, com possibilidade de tempo fechado até pelo menos terça-feira (1º).
Os maiores acumulados são esperados inicialmente nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul. No entanto, os meteorologistas alertam que pequenas mudanças na posição da frente fria e das áreas de instabilidade podem alterar a distribuição das chuvas e provocar volumes mais elevados também em outras regiões do Estado.