O empresário acusado de ser o mandante do assassinato do ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (27), em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
O crime aconteceu em 14 de junho de 2022, quando Lezan foi morto a tiros em frente ao ginásio municipal de Major Vieira. Segundo a investigação, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e um deles efetuou diversos disparos contra a vítima, que foi atingida na cabeça, no pescoço e nas costas. Sérgio Roberto Lezan morreu ainda no local.
Inicialmente, o julgamento seria realizado em Canoinhas, mas foi transferido para Joinville após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A Promotoria argumentou que o acusado era uma pessoa bastante conhecida em Major Vieira e possuía boa reputação na cidade, circunstâncias que poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados.
Três envolvidos já foram condenados
O julgamento do empresário acontece cerca de um mês após a condenação de outros três envolvidos no caso. Eles receberam penas de 20 anos, 15 anos e 12 anos e seis meses de prisão, todas em regime inicial fechado. A Justiça também determinou o cumprimento imediato das penas e negou aos réus o direito de recorrer em liberdade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi planejado por cinco pessoas, que dividiram funções entre o planejamento, a logística e a execução do crime. Dois dos condenados teriam fornecido a arma utilizada no assassinato, a motocicleta usada na fuga e participado do recrutamento dos executores. O terceiro foi apontado como um dos autores dos disparos.
Defesa questiona acusação de mandante
A defesa do empresário sustenta que a decisão do primeiro Tribunal do Júri pode influenciar o novo julgamento. Segundo os advogados, os jurados afastaram a qualificadora de que o homicídio teria sido cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, concluindo que o crime não ocorreu por encomenda.
Na avaliação da defesa, essa conclusão contrasta com a denúncia do Ministério Público, que atribui ao empresário a condição de mandante do assassinato. Os advogados também afirmam que o MPSC não recorreu da decisão dos jurados sobre a inexistência de pagamento ou promessa de recompensa.
Motivação apontada pelo Ministério Público
Conforme a denúncia, o empresário teria ordenado a morte de Sérgio Roberto Lezan por acreditar que o ex-secretário mantinha um relacionamento amoroso com sua filha e que isso estaria relacionado à morte dela.
Durante as investigações, no entanto, a Polícia Civil informou que não encontrou qualquer evidência da existência desse relacionamento.
Agora, caberá ao Tribunal do Júri decidir se o empresário é culpado ou inocente da acusação de participação como mandante do homicídio.
Fonte: ND Mais