O vereador Ivan Kruger (NOVO), relator da Comissão Temporária da Câmara de Vereadores de Rio do Sul que acompanha as ações de mitigação das cheias, utilizou a tribuna na sessão desta segunda-feira (13) para defender que o planejamento da Defesa Civil seja baseado no número de pessoas afetadas pelas enchentes, e não apenas no nível do Rio Itajaí-Açu.
Durante o pronunciamento, Kruger afirmou que, após cerca de um ano e meio de solicitações, obteve um levantamento indicando que, quando o rio atinge sete metros, aproximadamente 450 pessoas ficam desalojadas ou desabrigadas em Rio do Sul. Segundo ele, considerando uma margem de segurança de 25%, o município deveria estar preparado para atender cerca de 600 pessoas.
O vereador destacou que o bairro Taboão concentra cerca de 38% dos atingidos, o equivalente a aproximadamente 230 pessoas, seguido pelos bairros Barragem, Peixe e Pamplona, que também registram grande número de moradores afetados pelas cheias. Para ele, essas informações devem orientar os planos de contingência e a estrutura de acolhimento da população.
Kruger também defendeu a atualização permanente do cadastro das famílias atingidas, argumentando que a medida evita ocupações indevidas em abrigos e permite calcular com precisão a quantidade de água, alimentos, transporte e demais recursos necessários em situações de emergência.
Outro ponto abordado foi a necessidade de ampliar a participação do voluntariado e das igrejas nas ações de resposta às enchentes. Segundo o vereador, o município precisa fortalecer a legislação voltada ao trabalho voluntário para garantir mais eficiência no atendimento às famílias afetadas.
Ao concluir, Ivan Kruger afirmou que o foco do planejamento não deve estar apenas na altura que o rio alcançará, mas principalmente em quantas pessoas serão atingidas e para onde elas serão encaminhadas, defendendo que esse é o princípio de um plano de contingência eficiente.
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