O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio do Sul foi apresentado à comunidade na noite de terça-feira (29), durante audiência pública realizada no auditório da Câmara de Vereadores. Elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades e com apoio da Defesa Civil Municipal, o documento reúne um amplo diagnóstico das áreas suscetíveis a deslizamentos, inundações, enxurradas e outros processos geológicos, consolidando informações que subsidiarão o planejamento urbano e as políticas de prevenção de desastres no município.
O estudo identificou 250 setores de risco distribuídos em diferentes regiões da cidade, abrangendo áreas onde vivem aproximadamente 49,8 mil pessoas e estão localizados cerca de 12,4 mil imóveis. Desse total, 133 setores (53%) estão relacionados a inundações e enxurradas, 112 (45%) a movimentos de massa, como deslizamentos, quedas e rastejos, e cinco setores (2%) apresentam processos de erosão ou solapamento de margens. A classificação dos setores levou em consideração as características dos processos geológicos identificados e o grau de vulnerabilidade das áreas ocupadas.
Entre os bairros mapeados, o Canta Galo concentra o maior número de moradores em áreas de risco, com mais de 3,3 mil pessoas, seguido pelo Canoas, com mais de 2,6 mil. Na sequência aparecem Barra do Trombudo e Navegantes, com cerca de 800 moradores cada, além dos bairros Pamplona, com aproximadamente 400 pessoas, e Santa Rita, com cerca de 300.
Os levantamentos de campo foram realizados entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, em diferentes etapas, envolvendo pesquisadores do SGB, agentes da Defesa Civil Municipal e representantes da comunidade. Além do mapeamento e da classificação técnica das áreas de risco, o trabalho incluiu a elaboração de propostas de intervenções estruturais para os locais classificados como de risco alto e muito alto.
Entre as recomendações apresentadas estão obras de estabilização e contenção de encostas, implantação e ampliação de sistemas de drenagem superficial e subterrânea, medidas de controle de cheias e erosão, além da adoção de soluções baseadas na natureza integradas a intervenções de engenharia. O documento também servirá como referência para que o município estabeleça prioridades, elabore projetos e busque recursos destinados à execução dessas ações preventivas.
Durante a audiência, técnicos do Serviço Geológico do Brasil detalharam a metodologia utilizada, apresentaram os principais resultados do levantamento e esclareceram dúvidas da população sobre os critérios adotados para o mapeamento das áreas de risco e as recomendações constantes no plano.
O prefeito de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, destacou que o estudo representa um importante avanço para o planejamento do município diante dos recorrentes eventos climáticos extremos.
“Rio do Sul convive há décadas com enchentes e movimentos de encosta. Receber um estudo técnico desta dimensão nos permite planejar o futuro com mais segurança e responsabilidade. O PMRR estabelece um diagnóstico qualificado das áreas mais vulneráveis, orienta a definição de prioridades e fortalece a busca por recursos para obras e intervenções que contribuam para reduzir riscos e proteger a população.”
Rodrigo Horst – Departamento de Comunicação – Prefeitura de Rio do Sul