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ALTO VALE DESTAQUES JUSTIÇA

Padrasto é condenado a 32 anos por abusar da enteada e mãe recebe pena de mais de 15 anos no Alto Vale

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve a condenação de um homem por estupro de vulnerável e da mãe da vítima por omissão. A menina sofreu abusos entre os 10 e os 13 anos de idade, no ambiente familiar e em uma propriedade rural no Alto Vale do Itajaí.

Segundo o processo, os abusos começaram em 2022 e aconteciam com frequência. A vítima contou à mãe o que estava acontecendo, mas a mulher, mesmo sabendo dos fatos, não tomou providências para protegê-la, nem afastou o companheiro ou procurou as autoridades.

O caso chegou à rede de proteção depois que a adolescente relatou os abusos a amigas na escola. A direção da instituição e o Conselho Tutelar foram informados, e a menina acabou encaminhada para acolhimento aos 13 anos.

A Justiça condenou o padrasto a 32 anos e um mês de prisão. A mãe recebeu pena de 15 anos, seis meses e 20 dias de reclusão, por omissão imprópria, diante do entendimento de que tinha conhecimento dos abusos e condições de agir para impedir que continuassem.

Além das penas, cada condenado deverá pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais à vítima. Conforme a sentença, ambos poderão recorrer em liberdade, desde que não estejam presos por outro motivo.

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Jeferson Kniess

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