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Operação Pão e Circo: investigação do MPSC cita Expo Aurora e apura suposto esquema envolvendo recursos de evento

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A Operação Pão e Circo, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da Polícia Civil, passou a apurar possíveis irregularidades envolvendo a contratação de eventos e shows por municípios catarinenses.

A investigação, que tramita sob sigilo judicial, cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores de investigados. A operação apura suspeitas de formação de cartel, fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao setor de eventos.

Entre os documentos reunidos pelos investigadores há referências à realização da Expo Aurora. Conforme trecho de relatório atribuído ao Núcleo de Forças-Tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, um áudio analisado durante a investigação teria mencionado uma suposta participação financeira do então chefe do Executivo municipal no evento, com um aporte de R$ 350 mil que, segundo o documento, seria posteriormente restituído.

O mesmo material investigativo cita uma possível divisão de lucro líquido entre pessoas mencionadas na apuração. O conteúdo consta em documentos da investigação e não representa, até o momento, conclusão definitiva ou condenação dos envolvidos.

Durante as diligências em Aurora, um dos locais visitados foi a residência do ex-prefeito Alexsandro Kohl, conhecido como Xandão. Conforme informações divulgadas após a operação, agentes apreenderam o telefone celular do ex-chefe do Executivo municipal. Em entrevista à Rádio Sintonia, Kohl afirmou ter recebido os agentes com tranquilidade e confirmou possuir relação pessoal com o empresário José Clemir Spinelli, que teve prisão preventiva decretada na operação.

O MPSC informou que os materiais recolhidos passarão por perícia da Polícia Científica e serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação. Novas informações poderão ser divulgadas conforme houver autorização judicial.

O nome da operação faz referência à expressão da Roma Antiga “pão e circo”, utilizada para simbolizar o uso de entretenimento público como forma de distração diante de questões políticas e sociais. Segundo o Ministério Público, o objetivo da apuração é verificar a existência de um possível esquema envolvendo empresas do setor de eventos e agentes públicos.

Até o momento, os fatos permanecem em fase de investigação e qualquer eventual responsabilidade dependerá da análise das provas e das decisões das autoridades competentes.

Jornal Razão

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Jeferson Kniess

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