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Morte após colonoscopia leva à interdição de clínica em Ibirama; 25 casos são investigados

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Uma clínica particular de Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, foi interditada cautelarmente após a morte de uma paciente de 38 anos que realizou uma colonoscopia no estabelecimento. A clínica é a WS Centro Clínico & Diagnósticos, que funciona no prédio do antigo Hospital Hansahoehe. Já são 25 casos de pacientes que apresentaram complicações após exames de endoscopia e colonoscopia estão sendo investigados.

Os pacientes procuraram atendimento no Hospital Doutor Waldomiro Colautti após apresentarem sintomas semelhantes, entre eles dores abdominais, calafrios e vômitos. Conforme as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a maioria recebeu atendimento e não precisou permanecer internada. Na atualização mais recente, dois pacientes continuavam hospitalizados em estado estável.

A paciente que morreu foi identificada como Daiane Deucher dos Santos, de 38 anos. Ela realizou o procedimento no dia 22 de outubro e morreu no dia 26, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. A possível relação entre o exame e o óbito ainda está sendo apurada pelas autoridades.

A Vigilância Sanitária determinou a interdição cautelar dos serviços de endoscopia e colonoscopia da clínica. No dia 28 de outubro, equipes da Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul e da Vigilância Sanitária Municipal realizaram uma inspeção no estabelecimento. Amostras foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC) para análises que poderão ajudar a identificar a origem das complicações.

Inicialmente, foram registrados 13 atendimentos de pacientes que haviam realizado os procedimentos na clínica. Com a atualização das informações, o número de casos investigados chegou a 25. Entre as hipóteses levantadas estão possíveis agentes infecciosos, medicamentos ou fatores externos, mas nenhuma causa foi confirmada até o momento.

A Polícia Civil também instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias dos casos. Familiares foram ouvidos e documentos médicos estão sendo analisados. A WS Centro Clínico & Diagnósticos informou que realiza os procedimentos há cerca de três anos, classificou a situação como inédita e declarou que está colaborando com as autoridades.

As investigações continuam e os resultados das análises laboratoriais deverão contribuir para esclarecer o que provocou as complicações nos pacientes e se existe relação entre os procedimentos realizados na clínica e a morte da mulher.

 

RBA TV /Veja Saúde.

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Jeferson Kniess

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