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ALTO VALE DESTAQUES TAIÓ

Há 20 anos, pesquisa colocava Taió em evidência na paleontologia brasileira

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e publicada em 2006, revelou que o município de Taió abriga um dos mais importantes registros paleobotânicos de Santa Catarina. O estudo identificou uma rica tafoflora — conjunto de fósseis vegetais preservados — com aproximadamente 280 milhões de anos, datada do Permiano Inferior, na Formação Rio Bonito, da Bacia do Paraná.

Até então, Taió era reconhecida principalmente pelos fósseis de invertebrados marinhos encontrados na região. A descoberta de restos vegetais ampliou significativamente o conhecimento científico sobre a história geológica do município e ajudou a compreender como eram os ambientes naturais existentes após o período glacial que marcou aquela época.

Os fósseis foram encontrados em três afloramentos conhecidos como Bruno Peiker, Igreja e Caça e Tiro. Entre os materiais identificados estão caules, rizomas, folhas, sementes e estruturas reprodutivas de antigas plantas, com predominância de espécies do grupo das esfenófitas. Em um dos locais, os pesquisadores encontraram plantas preservadas praticamente onde cresceram, indicando que houve pouco transporte dos restos vegetais antes do soterramento.

A pesquisa também aponta a existência de uma forma inédita de esfenófita, com características que podem representar um novo táxon da família Notocalamitaceae, reforçando a importância científica dos fósseis encontrados em Taió.

Além da relevância paleontológica, o estudo permitiu reconstruir parte do ambiente existente na região durante o Permiano. Os sedimentos indicam a presença de áreas de baixa energia, como planícies deltaicas, pântanos e baías interdistributárias, onde a vegetação era periodicamente soterrada por sedimentos trazidos por transgressões marinhas e processos fluviais.

A dissertação destaca que o trabalho representa o primeiro estudo sistemático sobre fósseis vegetais de Taió, ampliando o patrimônio científico do município e consolidando a região como uma importante área para pesquisas sobre a evolução dos ecossistemas do sul do Brasil durante o Permiano.

Leia o estudo completo!

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Jeferson Kniess

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