Clubes brasileiros passaram a discutir nos últimos dias a possibilidade de uma paralisação do Campeonato Brasileiro após a entrada em vigor da medida que proibiu a operação e a publicidade das casas de apostas de quota fixa no país.
A possibilidade surgiu diante da preocupação dos dirigentes com a perda de receitas provenientes de patrocínios. Segundo levantamento citado pela imprensa, as casas de apostas movimentaram cerca de R$ 1,03 bilhão em patrocínios aos clubes da Série A em 2025.
Entre as alternativas discutidas pelos clubes está a criação de um período de transição de seis meses a um ano para o encerramento dos contratos de publicidade com as empresas do setor. Os dirigentes também buscam alternativas de financiamento para amenizar os impactos financeiros da mudança.
Uma reunião que estava prevista entre representantes do governo e dirigentes de clubes para esta terça-feira (29) acabou cancelada após baixa adesão. A possibilidade de não participar do encontro foi apontada como uma forma de demonstrar a insatisfação dos clubes com a medida.
Apesar das discussões, o Brasileirão não está paralisado e não existe, até o momento, uma decisão formal para interromper a competição. Informações divulgadas nesta quarta-feira (30) apontam que alguns clubes negam a existência de uma articulação concreta para suspender o campeonato.
A medida que provocou a reação dos clubes entrou em vigor em 25 de setembro e também estabeleceu regras para a retirada da publicidade relacionada às apostas. O tema ainda está sendo discutido no Congresso Nacional e é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal.