Comunidades do povo Laklãnõ/Xokleng, na Terra Indígena Ibirama Laklãnõ, enfrentam problemas de acesso, suspensão de aulas e dificuldades no atendimento de saúde em razão de alagamentos e deslizamentos associados à Barragem Norte, em José Boiteux. Os relatos foram publicados pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em artigo assinado por Claudia Weinman.
Segundo o Cimi, nove aldeias são atingidas pelas condições relacionadas ao reservatório. O texto afirma que cerca de 90% da área de alagamento da barragem está dentro da Terra Indígena Laklãnõ/Xokleng, afetando mais de 650 famílias, aproximadamente 3 mil pessoas.
Uma das situações relatadas envolve o bloqueio de um acesso alternativo após a queda de uma barreira. De acordo com a cacica da Aldeia Plipatol, Fabiana Patte dos Santos, o isolamento dificulta deslocamentos e pode comprometer atendimentos de emergência. As aulas também foram suspensas em razão das condições de acesso.
O artigo também questiona o funcionamento do Plano de Contingência da barragem e cita acordos firmados em 2015 entre lideranças indígenas e representantes dos governos federal e estadual. Entre os compromissos mencionados estavam a realização de um estudo de impacto socioambiental e a construção de moradias para famílias em áreas de risco.
O CIMI afirma que parte dessas medidas ainda não teria sido efetivada e apresenta os relatos das lideranças indígenas sobre as condições enfrentadas pelas comunidades.
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