Dez anos após o brutal assassinato da adolescente Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, em Rio do Sul, o primeiro dos três réus denunciados pelo crime foi condenado pelo Tribunal do Júri.
O homem, de 58 anos, apontado como principal autor do caso, recebeu pena de 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além de nove meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da Capital, em Florianópolis, após o processo ser transferido de Rio do Sul a pedido da defesa. A sessão começou na manhã de terça-feira (12) e terminou durante a madrugada desta quarta-feira (13).
O réu, que já está preso no Presídio Regional de Rio do Sul, teve negado o direito de recorrer em liberdade.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as provas técnicas apresentadas confirmaram que Ana Beatriz foi vítima de violência sexual e morta por asfixia. A investigação também apontou que a cena do crime foi alterada para tentar simular um suicídio.
Ana Beatriz desapareceu no dia 2 de março de 2016, quando saiu de casa para ir à escola, em Rio do Sul. Na manhã seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470.
De acordo com as investigações, o condenado era conhecido da família e monitorava a rotina da vítima. O Ministério Público sustenta que ele e outro denunciado ofereceram carona à adolescente antes do crime.
Durante o júri, familiares e amigos acompanharam a sessão vestindo camisetas com a foto de Ana Beatriz e pedindo justiça.
Os outros dois réus denunciados no caso ainda serão julgados. A próxima sessão do Tribunal do Júri está marcada para o dia 25 de junho de 2026, também em Florianópolis.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC