Publicidade
ALTO VALE DESTAQUES

Alto Vale pressiona por obras urgentes contra enchentes após prejuízos bilionários

Publicidade
Publicidade

A Associação do Fórum Permanente de Soluções para as Cheias do Vale do Itajaí (AFPESVI) intensificou nesta semana a mobilização por obras estruturantes de prevenção às enchentes no Alto e Médio Vale. Em materiais divulgados publicamente, a entidade afirma que apenas os prejuízos acumulados em Rio do Sul ao longo das últimas décadas já ultrapassam R$ 30 bilhões.

Segundo a campanha, as perdas econômicas provocadas pelas cheias chegam a aproximadamente R$ 1 bilhão por ano no município, valor que, conforme a associação, poderia financiar investimentos permanentes em infraestrutura hidráulica para toda a região do Alto Vale do Itajaí.

A AFPESVI defende que as intervenções sejam tratadas como “obras de Estado”, com continuidade entre governos, planejamento técnico integrado entre municípios e ampliação da capacidade de reservamento e controle das águas dos rios.

Entre os principais objetivos apontados estão:

* redução dos impactos das enchentes;
* aumento da segurança para moradores e empresas;
* melhoria da fluidez hidráulica;
* fortalecimento do sistema regional de prevenção.

Os materiais divulgados também argumentam que o investimento estimado em R$ 1 bilhão anual, dividido entre cerca de 1 milhão de eleitores do Vale do Itajaí, representaria aproximadamente R$ 1 mil por pessoa ao ano, ou cerca de R$ 83 mensais por cidadão.

A campanha reforça ainda que os custos da prevenção seriam menores do que os prejuízos causados pelas enchentes recorrentes e defende o início imediato de projetos de longo prazo para evitar novos desastres e garantir mais segurança e desenvolvimento às próximas gerações.

As peças publicitárias e materiais técnicos divulgados pela entidade também cobram uma atuação mais firme do Governo do Estado para tirar do papel obras consideradas prioritárias para o enfrentamento das cheias.

Entre os principais pontos defendidos estão:

* investimentos contínuos em engenharia e prevenção;
* criação de um sistema técnico permanente de monitoramento;
* financiamento de longo prazo para infraestrutura hídrica;
* contratação de hidrólogos, engenheiros e especialistas;
* ações integradas entre Alto, Médio e Baixo Vale.

Outro ponto destacado é o alerta para que famílias e empresas se organizem antecipadamente diante das previsões de eventos climáticos extremos associados ao El Niño. A orientação é para adoção de medidas preventivas antes de possíveis alertas de enchente.

Os materiais também fazem críticas ao que os autores classificam como “falta histórica de planejamento” no enfrentamento das cheias em Santa Catarina. Segundo a campanha, os prejuízos econômicos e sociais acumulados ao longo dos anos superam amplamente os investimentos necessários para prevenir novos desastres.

A mobilização reacende o debate sobre barragens, dragagem, macrodrenagem, contenção de cheias e obras estruturantes em todo o Vale do Itajaí, em meio às preocupações com a possibilidade de um novo ciclo forte de El Niño nos próximos meses.

 

Publicidade

Jeferson Kniess

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *