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Indígenas voltam a ocupar Barragem Norte de José Boiteux após impasse com o Governo de SC

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A Barragem Norte, em José Boiteux, voltou a ser ocupada por indígenas da Terra Indígena Laklãnõ-Xokleng após um novo impasse entre as lideranças indígenas e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

A mobilização ocorre em meio às discussões sobre demandas históricas das comunidades indígenas relacionadas aos impactos provocados pela construção da barragem, inaugurada na década de 1990 para o controle de cheias no Vale do Itajaí. Entre as reivindicações estão compensações, investimentos em infraestrutura, melhorias nas comunidades e o cumprimento de acordos firmados com o Estado. A ocupação também reacende o debate sobre a gestão da estrutura, considerada estratégica para a contenção de enchentes na região.

Segundo a reportagem do portal Mesorregional, o movimento foi retomado após divergências nas negociações com o Governo do Estado. A presença dos indígenas na barragem pode impactar as operações de manutenção e de manejo da estrutura, especialmente em períodos de maior atenção às condições climáticas.

A Barragem Norte é a maior das três barragens de contenção de cheias do Alto Vale do Itajaí e está localizada dentro da Terra Indígena Laklãnõ-Xokleng, realidade que há décadas gera conflitos envolvendo o uso da área, indenizações e a participação das comunidades indígenas nas decisões relacionadas ao empreendimento. A estrutura foi construída sobre terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas e alterou significativamente a dinâmica social e ambiental da região.

Segundo a cacique-presidente da Terra Indígena Laklãnõ/Xokleng, Fabiana, a retomada da ocupação da Barragem Norte é uma resposta ao que classificou como falta de diálogo por parte do Governo do Estado e ao desrespeito aos direitos da comunidade indígena.

Ela afirmou que a visita do governador Jorginho Mello ao território não foi comunicada às lideranças indígenas nem à Funai, e que a comunidade realizou uma manifestação devido às obras inacabadas na barragem. Fabiana também criticou declarações atribuídas ao governador durante o encontro, classificando as palavras direcionadas às mulheres indígenas como ofensivas e inaceitáveis.

Fonte: Mesorregional

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Jeferson Kniess

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