Quando Santa Catarina vai superar o pico de mortes e contágios por coronavírus

Quando Santa Catarina vai superar o pico de mortes e contágios por coronavírus


Desde o início de junho, Santa Catarina iniciou uma escalada sem precedentes na pandemia do coronavírus.

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De uma média inferior a 100 casos novos diários em maio passou para mais de 1,4 mil nesta semana. Apenas entre 14 de junho e 4 de julho ocorreram pelo menos 196 mortes, quase metade de todos os óbitos até então.

Só até sexta-feira desta semana, a média diária de mortes em julho era de 10. Simultaneamente, o Estado começou a registrar recordes consecutivos na ocupação de leitos de terapia intensiva (UTIs).

Além disso, tem os mais baixos índices de isolamento desde março e apresenta a terceira maior taxa de contágio do vírus no país.

Na opinião de especialistas, faltam ações coordenadas entre municípios e Estado para conter o avanço dessa curva.

​Diante desse quadro, não é possível determinar quando Santa Catarina chegará ao pico e começará o declínio dessa curva (no gráfico abaixo, veja como a média diária de novos casos divulgados está em franca ascensão).

O consenso entre especialistas é que pelo menos até agosto a situação tende a se agravar com o ritmo atual, e o Estado precisa imediatamente tomar medidas restritivas para voltar a ter o controle da pandemia, como fez no início do surto, em março.

– Santa Catarina entrou numa fase exponencial em 16 de junho. A curva de Santa Catarina está em plena ascensão, sem sinal de estabilização. Geralmente, após duas semanas do aumento no número de casos, vêm os óbitos – destaca Julio Henrique Croda, ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde (2019-2020), professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e pesquisador da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

A taxa de contágio do novo coronavírus, também conhecida por RT entre especialistas, é a terceira maior do país, atrás apenas do Paraná e Mato Grosso. Com um RT de 1,29 até a última quinta-feira, 10 infectados com o novo coronavírus contaminam outras 13 pessoas em SC. A média brasileira era de 0,87 na quinta – é necessário que essa taxa fique abaixo de 1 para que a contaminação exponencial da população comece a cessar.

O resultado disso já pressiona o sistema de saúde. Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville são só algumas das cidades que registraram mais de 90% de ocupação nos leitos de terapia intensiva. Segundo o governo do Estado, três regiões são consideradas de alto risco por contágio acelerado e demanda por leitos: Itajaí, Laguna e Xanxerê.

Fonte: NSC Total



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