Procura por Ivermectina e Hidroxicloroquina dispara em SC

Procura por Ivermectina e Hidroxicloroquina dispara em SC


A procura pela Ivermectina, medicamento tratado como “esperança” para a prevenção à Covid-19, cresceu drasticamente em uma farmácia do Centro de Florianópolis nos últimos dias.

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“Em dias normais vendíamos de duas a três unidades do medicamento [Ivermectina]. Ontem (7), vendemos 300 unidades”, relatou o profissional, em entrevista ao nd+, na última quarta-feira (8).

Nesta semana, o medicamento se tornou mais um dos procurados no combate à Covid-19. Conforme o farmacêutico-bioquímico Ezequiel Peyerl, a medicação tem sido o principal “alvo” dos consumidores no local onde trabalha.

A caixa com quatro comprimidos é vendida a R$ 29,90 na farmácia do Ezequiel. Diferente da hidroxicloroquina, a Ivermectina pode ser  comercializada sem receita médica.

Os cinco medicamentos mais procurados na farmácia são a Ivermectina, Hidroxicloroquina, Nitazoxanida, Nimesulida e Dipirona.

“Nestas últimas semanas, as pessoas não tem perguntado nem para o que serve o medicamento. Além disso, ficam revoltados quando a hidroxicloroquina e a ivermectina estão em falta”, destacou Ezequiel.

A prática da automedicação é comum e perigosa, alerta o farmacêutico. “Quando tentamos dar recomendações, normalmente, ignoram”, completou.

“A recomendação é procurar orientação do farmacêutico. Sei que pode parecer radical, mas na minha opinião todas as informações relacionadas ao uso de medicamentos nas redes sociais deveria ter controle rígido. Dependendo do uso e da dose, pode ser um veneno e, com certeza, mata”, alertou Peyerl.

“Distribuição” em Itajaí

Nessa terça-feira (7), a cidade de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, começou a entregar ivermectina para a população como tratamento preventivo à Covid-19.

Até as 19h daquele dia, mais de 4 mil pessoas fizeram a retirada do medicamento. A própria prefeitura divulgou que existe atividade antiviral in vitro comprovada.

Para o farmacêutico, a situação é preocupante, já que a medicação pode causar efeitos colaterais como diarreia e náusea, dor abdominal, vômitos, sonolência, vertigem e tremor.

“Automedicação é uma das maiores causas de atendimento nos centros toxicológicos. Nenhuma das entidades respeitáveis, CFM, CRF ANVISA, recomendam este tratamento”, afirma o profissional.



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