Santa Catarina ocupa o primeiro lugar no ranking dos estados mais seguros do Brasil, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela empresa MySide. O levantamento também aponta Florianópolis como a capital mais segura do país e destaca cinco municípios catarinenses entre os 30 mais bem colocados na classificação nacional.
De acordo com o estudo, Santa Catarina registrou uma taxa de 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes, a menor entre as unidades da Federação. São Paulo aparece na segunda posição, com 10,4, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 11,5.
A pesquisa utiliza dados do Painel de Monitoramento de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2025.
O indicador relaciona o número de mortes à população de cada localidade, permitindo comparar municípios e estados de diferentes tamanhos.
Florianópolis lidera entre as capitais
Na classificação das capitais brasileiras, Florianópolis aparece na primeira posição, com uma taxa de 11,5 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo ocupa o segundo lugar, com 12,3, enquanto Brasília aparece em terceiro, com 12,4.
Para o governador Jorginho Mello, o resultado reforça os indicadores de segurança e qualidade de vida do estado.
“Somos o melhor estado para se viver por diversos motivos. As pessoas procuram cada vez mais Santa Catarina não só pela segurança, que é a melhor do país, mas também pela qualidade de vida que temos por aqui. E isso é fruto de muito trabalho e investimentos do Estado”, declarou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, afirmou que este é o quarto estudo nacional publicado em 2026 a colocar Santa Catarina na liderança em segurança. Segundo ele, o estado também alcançou a primeira posição nesse quesito no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Atlas da Violência e no Ranking de Competitividade dos Estados.
Graff destacou ainda que, dos 14 indicadores criminais analisados em 2025, 11 apresentaram redução. Segundo o secretário, o estado também registrou as menores taxas dos últimos 19 anos para homicídios e outros seis indicadores criminais.
Cinco cidades catarinenses entre as 30 mais bem colocadas
Além da liderança estadual, Santa Catarina se destaca na classificação dos municípios brasileiros com pelo menos 100 mil habitantes. Cinco cidades do estado aparecem entre as 30 primeiras posições.
Confira a colocação dos municípios catarinenses no ranking nacional:
- 3º lugar — Blumenau: 2,4 assassinatos por 100 mil habitantes;
- 4º lugar — Jaraguá do Sul: 2,5 por 100 mil habitantes;
- 20º lugar — Joinville: 5,4 por 100 mil habitantes;
- 22º lugar — Brusque: 5,8 por 100 mil habitantes;
- 27º lugar — Palhoça: 5,9 por 100 mil habitantes.
Blumenau e Jaraguá do Sul também se destacam na faixa de municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes, ocupando, respectivamente, o primeiro e o segundo lugar.
Na categoria de cidades com 500 mil a 1 milhão de habitantes, Joinville aparece na segunda posição, enquanto Florianópolis ocupa o oitavo lugar.
O levantamento também apresenta uma classificação específica para municípios da Região Sul com mais de 100 mil habitantes. Entre as cidades catarinenses, além de Blumenau, Jaraguá do Sul, Joinville, Brusque e Palhoça, aparecem Tubarão, Camboriú, São José, Criciúma e Itajaí entre as dez primeiras colocadas.
Como o ranking foi elaborado
Esta é a quarta edição do Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil, criado em 2023 pela MySide, empresa que atua no setor imobiliário.
O estudo utiliza dados públicos de mortalidade e informações populacionais para comparar a segurança entre diferentes localidades, servindo também como referência para pessoas que buscam informações antes de escolher onde morar.
É importante destacar que os indicadores utilizados no anuário não correspondem necessariamente aos números de homicídios divulgados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública. Diferenças nos registros de mortalidade, revisões de dados e estimativas populacionais podem influenciar os resultados.