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Novo tarifaço dos EUA pode atingir em cheio a economia do Planalto Norte de Santa Catarina

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O novo pacote de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros acende um alerta para a economia do Planalto Norte de Santa Catarina. A região concentra algumas das principais indústrias catarinenses dos setores de madeira, móveis, papel e celulose, segmentos que possuem forte dependência do mercado norte-americano.

Municípios como São Bento do Sul, Rio Negrinho, Canoinhas, Três Barras, Mafra e Papanduva podem sentir os reflexos da medida, principalmente pela ligação direta ou indireta com a cadeia florestal. Embora nem todas as empresas exportem diretamente para os Estados Unidos, muitas fornecem matéria-prima, componentes, transporte e serviços para indústrias exportadoras.

São Bento do Sul é considerado um dos municípios mais expostos às novas tarifas. Reconhecido nacionalmente pela produção de móveis e produtos de madeira, o município possui diversas empresas que têm os Estados Unidos como um de seus principais mercados consumidores. Caso as exportações diminuam, a tendência é de redução na produção e impactos sobre empregos e investimentos.

Rio Negrinho também aparece entre as cidades mais vulneráveis, devido à forte presença da indústria madeireira e moveleira. Em Canoinhas, Três Barras e Mafra, a preocupação envolve principalmente os setores de madeira, papel e celulose, que movimentam grande parte da economia regional.

Em Papanduva, os efeitos devem ocorrer de forma indireta. O município possui forte atuação no setor florestal e empresas que abastecem indústrias instaladas em cidades vizinhas. Com uma possível queda na produção dessas empresas, pode haver redução na demanda por madeira, transporte, serviços e mão de obra, refletindo também no comércio local.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a primeira rodada de tarifas aplicada em 2025 já provocou uma redução significativa nas exportações catarinenses para os Estados Unidos e impactou milhares de empregos. A entidade avalia que a nova medida amplia os desafios para a indústria do estado e aumenta a necessidade de buscar novos mercados internacionais.

Especialistas destacam que, apesar das dificuldades, a diversificação das exportações e a abertura de novos mercados podem reduzir a dependência do mercado norte-americano no médio e longo prazo. Até lá, empresários do Planalto Norte acompanham o cenário com preocupação, diante da possibilidade de desaceleração da produção e reflexos em toda a economia regional.

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Mauricio Samp

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