O crescimento do transporte ferroviário em Santa Catarina no primeiro semestre de 2026 teve como principal destaque o trecho entre Mafra e São Francisco do Sul. A linha movimentou 1,7 milhão de toneladas entre janeiro e junho, tornando-se responsável por mais da metade do volume transportado pelas ferrovias catarinenses no período.
De acordo com dados da Gerência de Ferrovias da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as duas ferrovias em operação no estado transportaram juntas 3,3 milhões de toneladas, alta de 20,7% em relação ao mesmo período de 2025.
A principal carga transportada a partir de Mafra é a soja, que segue até o Porto de São Francisco do Sul para exportação. O trecho de 212 quilômetros é atualmente a única parte em funcionamento da Malha Sul em Santa Catarina e é considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola da região Norte e do Planalto Norte.
Além da importância econômica, a ferrovia de Mafra também está no centro das discussões sobre o futuro da infraestrutura ferroviária do estado. A concessão atual vence no início de 2027, e o governo federal prevê um novo leilão da Malha Sul em 2027, com a divisão da rede em três lotes.
Pelo modelo em estudo, o trecho Mafra–São Francisco do Sul integrará o chamado Corredor PR-SC, enquanto a ligação ferroviária entre Mafra e Lages deverá fazer parte do Corredor Mercosul.
A outra ferrovia em operação no estado, a Ferrovia Tereza Cristina, transportou 1,5 milhão de toneladas no semestre, com predominância do carvão mineral.
Para a SPAF, os resultados indicam recuperação do setor ferroviário em relação a 2025 e reforçam o potencial de expansão do modal. O secretário da pasta, Ivan Amaral, afirmou que o estado está atuando para que as demandas do setor produtivo sejam consideradas nas discussões sobre a renovação da Malha Sul e o futuro das ferrovias catarinenses.
Fonte: NSC Total