O Governo de Santa Catarina deu mais um passo para a implantação dos Centros de Atendimento à Pessoa Idosa (Capi) em 10 municípios catarinenses. Entre as cidades contempladas na primeira etapa estão Canoinhas, São Bento do Sul e Rio Negrinho, no Planalto Norte.
Nesta terça-feira (9), a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família realizou uma reunião on-line com prefeitos e secretários municipais para apresentar detalhes técnicos dos projetos, o cronograma das obras e as responsabilidades de cada município durante a implantação dos centros.
Segundo a secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, Adeliana Dal Pont, os novos espaços terão como foco o envelhecimento ativo, saudável e com mais qualidade de vida.
“Estamos investindo em políticas públicas e fortalecendo a rede de proteção à pessoa idosa. Nossa intenção é ofertar serviços destinados a promover o bem-estar da população idosa através de atividades que propiciem protagonismo e autonomia”, destacou.
Cada unidade contará com mais de 1.200 metros quadrados de área construída e terá estrutura completa, incluindo piscina para hidroginástica, vestiários, salas de oficinas, atendimento individual, ambulatório, cozinha, refeitório, sala de descanso, espaço multiuso e área administrativa.
O investimento médio em cada Capi será de aproximadamente R$ 7,5 milhões, já incluindo os equipamentos necessários para o funcionamento. Caberá aos municípios administrar as equipes responsáveis pelos atendimentos e atividades oferecidas.
A expectativa é que cada centro tenha capacidade para atender até mil idosos por mês, oferecendo atividades como oficinas cognitivas, dança, exercícios físicos, inclusão digital, capacitação para uso de tecnologias e ações voltadas à convivência social.
Além de Canoinhas, São Bento do Sul e Rio Negrinho, a primeira etapa contempla os municípios de Joaçaba, Lages, Maracajá, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Laguna e Orleans. Na segunda fase, os centros serão construídos em Pinhalzinho, São Joaquim, Tubarão e Ibirama.
Atualmente, cerca de 15,5% da população catarinense tem mais de 60 anos. A projeção é que esse percentual alcance 20% até 2034, reforçando a necessidade de investimentos em políticas públicas voltadas à terceira idade.