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Bombeiros alertam para aumento de ocorrências com fogueiras durante festas juninas em Santa Catarina

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Com a chegada das festas juninas, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforça os cuidados necessários para evitar acidentes envolvendo fogueiras, uma das tradições mais populares desta época do ano.

Dados da corporação mostram que as ocorrências relacionadas a fogueiras vêm aumentando no estado. Em 2023, foram registrados 31 atendimentos. Em 2024, o número subiu para 33. Já em 2025, foram contabilizadas 50 ocorrências, representando um aumento de 61% em apenas dois anos.

Segundo o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, embora os fogos de artifício frequentemente ganhem destaque nas notícias, as fogueiras também são responsáveis por diversos acidentes.

“Os fogos de artifício costumam dominar o noticiário sobre acidentes juninos, mas a fogueira, mais doméstica e culturalmente naturalizada, produz um tipo de acidente menos espetacular e mais frequente”, destacou o comandante.

As lesões mais comuns são queimaduras de segundo grau em mãos, braços, punhos, tronco, rosto e olhos, muitas vezes provocadas por estalos, fagulhas ou pelo uso inadequado de materiais inflamáveis durante o acendimento.

Distância segura depende da altura da fogueira

Uma das principais orientações do Corpo de Bombeiros está relacionada ao local escolhido para a montagem da fogueira.

Conforme a Instrução Normativa 24 do CBMSC, a distância mínima entre a fogueira e construções, vegetação, vias públicas, redes elétricas e materiais combustíveis deve ser equivalente a uma vez e meia a altura da própria fogueira.

Na prática, uma fogueira com dois metros de altura deve estar a pelo menos três metros de qualquer estrutura. Já uma fogueira de quatro metros exige seis metros de área livre ao redor.

Três orientações pouco conhecidas

O Corpo de Bombeiros também destaca algumas recomendações que costumam ser desconhecidas pela população.

A primeira delas é que a fogueira deve ser acesa pelo topo e não pela base. Segundo os especialistas, esse método reduz o risco de desabamento da estrutura e proporciona uma queima mais controlada.

Outra prática proibida é lançar bombinhas, rojões ou outros artefatos explosivos dentro da fogueira. A explosão pode espalhar brasas em diversas direções, aumentando o risco de queimaduras e incêndios.

A terceira recomendação é colocar uma camada de areia entre o solo e a madeira antes de acender o fogo. A medida ajuda a impedir que o calor atinja raízes e materiais subterrâneos, evitando focos ocultos que podem reacender horas depois.

Atenção também após o fim da festa

Os bombeiros alertam que brasas aparentemente apagadas ainda podem provocar incêndios.

Por isso, é fundamental jogar água em abundância sobre toda a área da fogueira após o término da confraternização, revolver as cinzas e repetir o procedimento até que não haja mais fumaça, calor ou estalos.

Principais cuidados recomendados

  • Respeitar a distância mínima de uma vez e meia a altura da fogueira;
  • Utilizar areia entre o solo e a madeira;
  • Nunca usar álcool, gasolina, querosene ou outros líquidos inflamáveis;
  • Manter baldes com água ou areia próximos ao local;
  • Evitar acender fogueiras em dias de vento forte;
  • Não utilizar roupas largas ou tecidos sintéticos próximos às chamas;
  • Manter crianças e animais sob supervisão e afastados do fogo;
  • Não acender fogueiras após consumir bebidas alcoólicas.

O Corpo de Bombeiros reforça que medidas simples podem evitar acidentes e garantir que as celebrações juninas ocorram de forma segura para todos.

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Mauricio Samp

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