O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17), a Operação Counterfeit para investigar o uso de documento falso em um processo de licitação pública no município de Monte Castelo.
A ação ocorre em apoio à investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Papanduva, vinculada ao Ministério Público de Santa Catarina. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Canoinhas, expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Mafra.
De acordo com a investigação, a empresa vencedora da licitação, realizada pela Prefeitura de Monte Castelo em 2023, teria utilizado uma certidão negativa falsa para atender aos requisitos do certame. Com isso, o processo foi homologado e resultou na contratação da empresa por um valor aproximado de R$ 1,6 milhão.
Os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, responsável pela realização de exames periciais. As evidências serão analisadas para dar continuidade às investigações, identificar possíveis envolvidos e apurar a existência de uma eventual organização criminosa.
A investigação segue em sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a liberação dos autos.
O nome da operação, “Counterfeit”, faz referência ao termo em inglês que significa falsificação, utilizado para descrever algo produzido com a intenção de parecer autêntico, mas que, na realidade, é falso.
O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público e integrada por órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate ao crime organizado.