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Profissionais da UPA de São Bento do Sul são afastados após morte de bebê de nove meses
Instituto Maria Schmitt afirma que afastamento é preventivo e investiga atendimento prestado à criança, que passou duas vezes pela unidade antes de morrer
Redação RWTV - Planalto Norte

Os profissionais envolvidos no atendimento de um bebê de nove meses, que morreu após passar duas vezes pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Bento do Sul, foram temporariamente afastados das atividades assistenciais. A informação foi confirmada pelo Instituto Maria Schmitt (IMS) em nota enviada ao jornal A Gazeta.
Segundo o instituto, o afastamento ocorre de forma preventiva, enquanto é realizada uma investigação interna para apurar os fatos relacionados ao atendimento prestado à criança. A entidade ressaltou que, neste momento, não há juízo de valor ou definição de responsabilidades, e reafirmou o compromisso com a transparência, ética e qualidade no atendimento à população, além de se colocar à disposição das autoridades competentes.
Relato da família
De acordo com familiares, o bebê foi levado inicialmente à UPA, onde recebeu classificação de risco com pulseira amarela e foi atendido por uma pediatra, que prescreveu medicamentos. Mesmo após a medicação, o estado de saúde da criança teria se agravado, levando a família a retornar à unidade.
Na segunda passagem pela UPA, segundo os relatos, o bebê foi classificado com pulseira verde, apesar da piora do quadro clínico, e novamente atendido pela mesma médica. Posteriormente, a criança foi encaminhada para outra sala e transferida ao Hospital Sagrada Família.
Ainda conforme a família, o bebê acabou sendo transferido para Joinville, onde já chegou intubado, mas não resistiu e morreu.
Necropsia e sepultamento
O corpo da criança passou por necropsia antes de ser liberado. O sepultamento ocorreu nesta sexta-feira (16), no cemitério do bairro Cruzeiro, em São Bento do Sul.
Reclamações sobre o atendimento
Após o caso, moradores voltaram a relatar críticas ao atendimento da UPA. Segundo a população, situações consideradas simples costumam receber avaliações positivas, mas casos mais complexos enfrentariam demora no atendimento, falta de exames e ausência de soluções efetivas, o que gera insatisfação entre pacientes e familiares.
Em nota, o Instituto Maria Schmitt manifestou solidariedade aos familiares e amigos da criança e informou que seguirá colaborando com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte.


