João Rodrigues confirma ligação de Carlos Bolsonaro e admite possível aliança em SC
De acordo com Rodrigues, o contato ocorreu após Carlos visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro
Redação RWTV - Alto Vale

O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues, confirmou ter recebido uma ligação do vereador Carlos Bolsonaro para tratar de possíveis alianças políticas visando as eleições de 2026. A declaração foi feita ao vivo na Rádio Rural, durante o programa Visão Geral, na manhã desta sexta-feira (13).
De acordo com Rodrigues, o contato ocorreu após Carlos visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo da Papuda. “Ele me ligou de forma muito educada, disse que a ligação era um pedido do pai e conversamos sobre o cenário político de Santa Catarina”, relatou.
O prefeito afirmou que deixou claro seu posicionamento político durante a conversa. “Eu disse a ele, com respeito ao seu pai, com quem tenho amizade pessoal, que seria um prazer tê-lo em um projeto conosco, caso essa fosse a decisão dele”, declarou. Para Rodrigues, o telefonema indica que sua pré-candidatura é considerada competitiva dentro do campo da direita.
Rodrigues também comentou a possibilidade de Carlos Bolsonaro disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina. “Não tenho veto a ninguém. A democracia permite que cada um lance seu candidato. Se ele decidir por isso, é bem-vindo”, afirmou, citando ainda Carol De Toni e Esperidião Amin como outras lideranças presentes no debate.
Construção de alianças
O pré-candidato destacou que mantém diálogo com partidos como o MDB e a União Progressista, com o objetivo de formar uma “aliança de Estado”. “Não é um projeto de poder, é um projeto para Santa Catarina”, ressaltou.
Críticas ao governo estadual
Questionado sobre divergências com a gestão do governador Jorginho Mello, Rodrigues citou a relação com o governo federal e a falta de diálogo institucional em Brasília, especialmente para tratar de temas ligados ao setor produtivo, como a crise na cadeia do leite.
O prefeito relembrou sua atuação como secretário da Agricultura no governo de Raimundo Colombo, período em que, segundo ele, mantinha interlocução frequente com o Ministério da Agricultura, então comandado por Kátia Abreu, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Rodrigues também criticou o que considera excesso de gastos com publicidade e a lentidão em obras de infraestrutura, citando o trecho rodoviário entre Concórdia e Seara, cujo projeto teve início na gestão do ex-governador Carlos Moisés.
Tom de campanha
Ao final da entrevista, Rodrigues afirmou que pretende apresentar sua experiência administrativa como diferencial na disputa. “Vamos comparar governo com governo, mostrar a diferença entre governar para o povo e governar para partido”, disse. Ele definiu sua pré-candidatura como um “projeto de Estado” e defendeu um caminho de “pacificação e equilíbrio” no debate político catarinense.


