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Ex-governador Moisés confirma pré-candidatura a deputado federal e avalia novo partido
Segundo ele, o alinhamento de determinadas siglas com o atual governador Jorginho Mello pode gerar desconforto
Redação RWTV - Alto Vale

O ex-governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, afirmou que é pré-candidato a deputado federal nas próximas eleições. A confirmação foi feita em entrevista à Rádio Cidade em Dia, na qual ele destacou que a definição partidária ainda depende do cenário político estadual e do alinhamento com o projeto que pretende defender.
Segundo Moisés, a escolha da sigla será feita mais adiante, quando houver maior clareza sobre as articulações políticas em Santa Catarina. “Eu estou pré-candidato a deputado federal e caminho nesse sentido. Vou discutir essa questão um pouquinho mais à frente, quando de fato a gente tiver alguma definição no cenário estadual”, afirmou.
Atualmente, o ex-governador explicou que ainda mantém uma filiação formal ao partido Republicanos, mas ressaltou que não se trata de um projeto político em andamento. De acordo com ele, a desfiliação ocorre automaticamente no momento em que se opta por uma nova legenda. “Não é que eu esteja filiado ou que eu tenha algum projeto dentro do Republicanos. Essa fase ficou para trás e eu vou escolher um novo partido, mas ainda não escolhi”, disse.
Questionado sobre convites recebidos, como o feito pela deputada estadual Paulinha, Moisés reconheceu que o alinhamento de determinadas siglas com o atual governador Jorginho Mello pode gerar desconforto. Ele afirmou que possui uma visão diferente de gestão pública e que isso pesa no momento de decidir o caminho partidário. “Não é confortável, porque fazemos de forma diferente a gestão pública, aquilo que eu defendi até agora e vou continuar defendendo”, declarou.
Apesar disso, Moisés evitou descartar totalmente a possibilidade de integrar um partido que, eventualmente, venha a apoiar o projeto de reeleição do atual governo estadual. Segundo ele, decisões partidárias nem sempre refletem integralmente a posição de todos os seus membros. “Às vezes, você entra no partido e uma liderança nacional intervém e faz uma coligação. A democracia tem que conviver com essas diferenças”, ponderou.
O ex-governador destacou ainda que tem recebido diversos convites e que a escolha levará em conta a viabilidade eleitoral, especialmente por se tratar de uma eleição proporcional. “É preciso discutir os caminhos e o grupo que você está entrando para ver se o partido tem envergadura para ter sucesso em uma eventual eleição”, concluiu.
Fonte: Rádio Cidade em Dia


