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Diretor do Hospital Regional Alto Vale afirma que 25% dos partos realizados nos últimos dias, foram de gestantes da região de Taíó
A unidade chegou a ficar sem berços disponíveis para os recém-nascidos
Redação RWTV - Alto Vale

A maternidade do Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, registrou um aumento expressivo no número de atendimentos nos primeiros meses deste ano, chegando próximo ao limite da capacidade física da unidade.
De acordo com o Dr. Marcelo Gambetta, diretor do hospital, no mês de janeiro houve um crescimento de aproximadamente 30% no número de partos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, até o dia 23, o aumento já era de cerca de 23%. O cenário mais crítico foi registrado na última quinta e sexta-feira, quando ocorreram 29 nascimentos em apenas dois dias — quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025.
A maternidade conta com 29 leitos disponíveis, e como as mães e recém-nascidos permanecem internados por pelo menos 48 horas, a alta demanda provocou superlotação. Em determinado momento, foi necessário acomodar pacientes em outros setores do hospital, como pediatria, clínica privada e até no sétimo andar. A unidade chegou a ficar sem berços disponíveis para os recém-nascidos, o que levou a direção a bloquear temporariamente as cesáreas eletivas como medida de segurança.
Segundo a equipe médica, a principal dificuldade não foi a falta de profissionais, mas sim a limitação de espaço físico, o que inviabiliza a ampliação imediata de leitos. Diante da situação, o hospital acionou a Central de Regulação e o SAMU para redirecionar gestantes, especialmente aquelas oriundas de municípios que tiveram suas maternidades fechadas recentemente.
Levantamento interno aponta que, entre quinta-feira e domingo, 25% dos partos realizados foram de gestantes da região de Taíó, o que reforça o impacto do fechamento de serviços obstétricos em municípios vizinhos sobre a unidade de Rio do Sul. A direção do hospital informou que deve iniciar tratativas com gestores e autoridades de saúde para buscar soluções que evitem novos episódios de colapso nos próximos meses, como a reabertura de centros obstétricos em outras cidades da região.


