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Assédio sexual nas escolas de SC em 2026 já supera metade dos casos de 2025; caso em José Boiteux foi um dos que mais repercutiu
Outro dado que chama atenção é que cerca de 99% das denúncias envolvem professores ACTs
Redação RWTV - Alto Vale

Os números de assédio sexual nas escolas públicas de Santa Catarina acendem um alerta. De acordo com dados oficiais da Secretaria de Estado da Educação, já são 13 registros em 2026 — mais da metade dos 24 casos contabilizados ao longo de todo o ano de 2025.
Entre as ocorrências que mais repercutiram está o caso do cacique Osias Tucugm Pate, afastado por decisão da Justiça Federal após denúncias de assédio sexual na Escola Indígena Vanhecu Patté, localizada na Terra Indígena Laklãnõ, no município de José Boiteux.
Somente no Diário Oficial do último dia 6, foram publicadas duas novas portarias de abertura de processos disciplinares contra professores. Em um dos casos, o profissional é investigado por assediar e constranger alunas com comportamentos inadequados. No outro, há relatos de condutas consideradas graves, como contato físico sem consentimento, comentários de cunho sexual, favorecimento em avaliações, convites fora do ambiente escolar e interações impróprias nas redes sociais.
Outro dado que chama atenção é que cerca de 99% das denúncias envolvem professores ACTs, dentro de um universo aproximado de 32 mil profissionais na rede estadual.
Diante da situação, a secretária de Educação, Luciane Ceretta, afirmou que há preocupação com o avanço dos casos. Como resposta, o Estado lançou o programa “Escola que Respeita”, voltado à identificação, encaminhamento e combate a situações de violência, assédio e outras irregularidades no ambiente escolar.
“Escola tem que ser um ambiente protegido, e não um ambiente produtor de qualquer tipo de agressão, ainda mais por parte de quem deve cuidar dos estudantes”, destacou a secretária.
Segundo ela, o programa será ampliado para todas as regiões, com foco na conscientização e no fortalecimento das denúncias. A meta é identificar os casos com mais rapidez, eliminar esse tipo de prática do ambiente escolar e responsabilizar os envolvidos.
Marcelo Lula/SC em Pauta



