Defesa Civil avalia possibilidade de nuvem de gafanhotos chegar à região

Defesa Civil avalia possibilidade de nuvem de gafanhotos chegar à região


Autoridades monitoram nas últimas horas uma grande nuvem de gafanhotos que já passou pelo Paraguai e Argentina, onde já prejudicou lavouras e pastagens. Agora, a nuvem está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul. Caso haja infestação, os insetos podem causar grandes danos às plantações, o que preocupa o setor agropeuário e produtores rurais. As Informações são da Agência Brasil.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil na Amrec, Rosinei da Silveira, ainda é difícil concluir se de fato a nuvem pode ocupar Santa Catarina. “Existem duas vertentes. Uma delas acredita que o Estado pode ser ocupado, e outra acredita que a nuvem chegará ao Brasil, mas não trará tanto dano”, explica.

Por isso, a Defesa Civil do Estado analisa a situação e deve ter uma resposta sobre o assunto já nas próximas horas. “A partir de amanhã acreditamos que teremos uma explicação maior sobre o fenômeno, que é novo na região”, ressalta Silveira.

De acordo com a Agência Brasil, a dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A espécie é a Schistocerca cancellata.

Em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informa que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região (…) para a adoção eventual de medidas de controle da praga, caso esta nuvem chegue em território brasileiro.”

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado Mapa, amanhã (24) no Rio Grande do Sul o tempo estará “nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no sul, centro e Campanha”, inclusive com possibilidade de chuva forte com queda de granizo em algumas dessas áreas. Nas demais regiões do estado, a previsão é de tempo “parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva isolada.”

Nota do ministério descreve ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na região Sul no período de 1930 a 1940. No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.



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