A Prefeitura de Correia Pinto interditou o Hospital Municipal Faustino Riscarolli após atender a uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A medida foi tomada com base em um laudo da Defesa Civil que apontou risco geológico elevado de deslizamento na área onde a unidade está localizada.
Segundo o estudo técnico, o hospital está situado em uma encosta classificada como nível R4, o grau máximo de risco para deslizamentos. O local apresenta trincas, fraturas no solo e outros sinais de instabilidade que se agravaram após as chuvas recentes.
A recomendação do MPSC determinou a interdição total da estrutura, a transferência dos pacientes internados e a elaboração de um plano de contingência para garantir a continuidade dos atendimentos. Em resposta, a prefeitura iniciou a remoção dos pacientes e informou que os serviços de saúde serão redistribuídos provisoriamente. Os atendimentos ambulatoriais, consultas e parte das urgências passarão a ser realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro, enquanto os casos que exigirem internação ou maior complexidade serão encaminhados pela rede de referência do SUS.
A promotora de Justiça Camila da Silva Tognon destacou que a atuação do Ministério Público teve como objetivo prevenir riscos e preservar vidas, diante da evolução da instabilidade do terreno e do perigo à integridade de pacientes, profissionais e visitantes.
A Defesa Civil acompanha a situação desde 2024, mas o mais recente laudo concluiu que o cenário evoluiu para um potencial desastre geológico em andamento. Fotografias anexadas ao estudo mostram o avanço das rachaduras no solo, deformações na escadaria de acesso e grandes fissuras na laje de rocha abaixo da edificação, reforçando a necessidade da interdição imediata. O MPSC informou que continuará fiscalizando o cumprimento das medidas e a execução do plano de contingência durante o período de interdição.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)