O segundo julgamento do caso Ana Beatriz Schelter acontece na próxima quinta-feira (25), às 9h, no Tribunal do Júri da Comarca da Capital, em Florianópolis. A sessão é pública e dará continuidade à responsabilização dos envolvidos na morte da adolescente de 12 anos, ocorrida em março de 2016, em Rio do Sul.
Ana Beatriz desapareceu ao sair de casa para ir à escola. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470. A perícia descartou a hipótese inicial de suicídio e apontou que a vítima sofreu violência sexual e morreu por asfixia.
No primeiro júri, realizado após o desmembramento do processo, um homem de 58 anos, conhecido da família, foi condenado por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. A pena aplicada foi de 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além de nove meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto.
Agora, dois réus serão julgados. Um deles, de 63 anos, é acusado de participação direta nos crimes que resultaram na morte da adolescente, incluindo estupro de vulnerável. O outro, de 55 anos, responde por fraude processual, por supostamente tentar interferir na investigação.
O julgamento foi transferido de Rio do Sul para Florianópolis por decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), após pedido da defesa dos acusados. O desaforamento foi concedido devido à grande repercussão do caso na região.
Os três réus foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) durante a Operação Fênix, conduzida pelo GAECO de Blumenau sob coordenação da 3ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul. O caso completa mais de dez anos e segue mobilizando a comunidade do Alto Vale do Itajaí em busca de justiça para Ana Beatriz.