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MPSC denuncia piloto por tragédia com balão que matou oito pessoas em 2025

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, nesta segunda-feira (26), o piloto do balão de ar quente que caiu em Praia Grande, no Extremo-Sul catarinense, em junho de 2025. O acidente provocou a morte de oito pessoas e deixou outras três feridas.

A denúncia aponta suspeitas de homicídio culposo e lesão corporal culposa, com alegações de negligência e imprudência na condução do voo. O piloto também era sócio-administrador da empresa contratada pelas vítimas para realizar o passeio.

Segundo o MPSC, a investigação complementar identificou falhas nos procedimentos de segurança antes da decolagem e durante a emergência. Entre os pontos apontados estão a utilização de um maçarico adicional no cesto, a falta de verificação adequada do fluxo de gás e a demora para iniciar a manobra de pouso forçado.

De acordo com a denúncia, após o balão tocar o solo, o piloto teria saltado do cesto e soltado a fita de controle, enquanto o equipamento ainda estava em chamas. Com oito pessoas a bordo, o balão voltou a subir de forma descontrolada. Quatro ocupantes saltaram na tentativa de escapar do incêndio e morreram na queda, enquanto os outros quatro morreram carbonizados.

O Ministério Público também afirma que os passageiros não receberam informações suficientes sobre os riscos da atividade e sobre a ausência de qualificação técnica emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para o operador e a aeronave.

Além da responsabilização criminal, a denúncia requer indenização por danos morais aos 12 sobreviventes e aos familiares das oito vítimas fatais. O MPSC também se manifestou contra a possibilidade de um acordo para evitar o processo criminal, considerando a gravidade do caso e o número de vítimas.

A Polícia Civil havia concluído o inquérito em outubro de 2025 sem indiciar ninguém. Após analisar o caso, o MPSC solicitou diligências complementares à Polícia Científica, cujo laudo foi concluído em setembro de 2026.

Agora, a denúncia será analisada pela Justiça. Caso seja aceita, o piloto passará à condição de réu e poderá apresentar sua defesa. O procedimento tramita sob sigilo.

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Jeferson Kniess

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