O engenheiro agrônomo e climatologista Ronaldo Coutinho fez um alerta para a chegada de uma intensa massa de ar frio ao Sul do Brasil, com previsão de geada e possibilidade de prejuízos à fruticultura em Santa Catarina, especialmente na região de São Joaquim e na Serra Catarinense.
De acordo com a análise do especialista, as temperaturas devem ficar bem abaixo da média para esta época do ano nos próximos dias, com o frio mais intenso previsto até quarta-feira.
Na Serra Catarinense, as mínimas podem chegar a 2°C a 4°C negativos, condição que favorece a formação de geada e pode provocar danos em áreas de produção agrícola.
Além de Santa Catarina, o alerta abrange regiões como os Campos de Palmas, no Paraná, o sul paranaense, o topo da Serra Gaúcha e a região da Campanha, no Rio Grande do Sul.
Frio intenso pode prejudicar a fruticultura
Coutinho destaca que a preocupação vai além da queda nas temperaturas. A ocorrência de geada pode causar prejuízos à produção de frutas, dependendo das condições climáticas e do estágio de desenvolvimento das plantas.
A região de São Joaquim, importante polo da fruticultura catarinense, está entre as áreas que merecem atenção especial. Segundo a previsão apresentada pelo climatologista, o frio mais intenso pode atingir a região na segunda-feira.
O especialista também prevê temperaturas baixas em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre e nas capitais do Sudeste, com marcas inferiores a 10°C em Florianópolis.
Trégua na chuva deve ser temporária
Para o fim de semana, a previsão indica períodos de tempo firme e presença de nebulosidade em grande parte da Região Sul. Em alguns pontos do leste do Rio Grande do Sul, ainda pode ocorrer garoa ou chuvisco.
A melhora, porém, deve durar pouco. Na previsão para os próximos 15 dias, Coutinho aponta o retorno de chuvas mais intensas em grande parte do Sul do Brasil.
O avanço do ar frio também deve influenciar as condições meteorológicas em outras regiões do país, com queda nas temperaturas no Sudeste e ocorrência de chuva em áreas do Norte e do Nordeste.
A orientação é que produtores rurais acompanhem as atualizações da previsão do tempo, especialmente nas áreas suscetíveis à geada, diante do risco de impactos na produção agrícola.