O ex-prefeito de Barra Velha, Douglas Elias da Costa, e outras sete pessoas foram condenados pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) por crimes investigados na Operação Travessia, deflagrada pelo GAECO e pelo GEAC do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em janeiro de 2024.
Segundo o MPSC, os condenados estão envolvidos em crimes como organização criminosa, fraude em licitação, peculato, irregularidades em contratos públicos e lavagem de dinheiro relacionados à construção de uma ponte sobre o rio Itajuba.
Douglas Elias da Costa recebeu a maior pena: 30 anos, 5 meses e 25 dias de reclusão, além de detenção e multa. Outros sete réus também foram condenados, com penas que variam de 7 anos, 9 meses e 10 dias a 26 anos e 20 dias de reclusão.
A decisão determinou ainda a devolução de R$ 1,86 milhão aos cofres públicos, além do pagamento de R$ 500 mil por danos morais à população de Barra Velha. Também foi determinado o perdimento de aproximadamente R$ 111 mil em valores bloqueados e apreendidos.
Todos os condenados perderão cargos, funções públicas ou mandatos eletivos e ficarão impedidos de exercer funções públicas por oito anos após o trânsito em julgado. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recursos.